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Endereços de IP estarão esgotados em um ano

Restam apenas 214,5 milhões de códigos, mas custos da transição desestimulam a indústria na transição para o IPv6
 


Um sinal de alerta para a indústria foi lançado: os endereços de IP da internet, pelo protocolo atual, têm apenas mais um ano de disponibilidade, devendo acabar em 2 de julho de 2011. Conforme especialistas, o protocolo atual, o IPv4, tem menos de 214,5 milhões de códigos disponíveis.


Dessa forma, é cada vez mais urgente a transição para o modelo mais atual, o IPv6, que abriria um ilimitado número de identidades virtuais únicas para computadores, telefones móveis e outros dispositivos conectados à rede. Vale lembrar que, diferentemente do nome do domínio digitado no browser, um endereço IP é uma sequência de números designados para cada dispostivo, necessário para a comunicação na rede.


O IPv6 é uma realidade no mercado há alguns anos, mas a indústria como um todo anda a passos lentos na sua adoção. Em parte porque gerará a necessidade de atualização e reconfiguração nos dispositivos conectados à internet. Além disso, os provedores de serviço online e websites também terão de realizar mudanças.


Por conta do custo, é compreensível que muitas companhias sejam relutantes em fazer o movimento. No entanto, a pressão está aumentando, uma vez que os setores de governo e de negócios aceleram o processo de transição.


Conhecido mundialmente como pai da internet por sua contribuição com a tecnologia da rede, Vint Cerf concorda que a indústria se move muito devagar para a transição ao novo protocolo. Ele e outros especialistas acreditam que a transição pode ser evolutiva, e que o novo protocolo pode coexistir com o antigo por muitos anos.


No entanto, fabricantes terão de iniciar a oferta de dispositivos que suportem ambos os modelos, e consumidores terão de estar atentos a eventuais trocas de aparelhos que rodem apenas o protocolo antigo.


Para Lawrence Orans, analista do Gartner, a internet pode operar com ambos os protocolos pelos próximos dez ou 15 anos. “Não significa que o mundo acabará e a internet entrará em colapso”, brincou.